sábado, 3 de outubro de 2015

BOLETIM LIVROS & MÚSICAS - ANO XIX - N138 - OUTUBRO A DEZEMBRO DE 2014.



EDITORIAL:

                O Boletim Livros & Músicas comemora dezenove anos de existência| Divulga desta feita, o meu mais recente  o livro: “Pastoral da Juventude – ontem, hoje e sempre” E e ainda apresenta aspectos do Circuito Alternativo em Prosa e Verso. Temos algumas novidades. Boa leitura para todos. Feliz Natal. Paz e Bem. Carlos Frederico Ferreira da Silva.  (Especialização em Literatura Brasileira e Literatura Portuguesa (UERJ) e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (UFRJ) e ex-integrante do Grupo Experiências Musicais). ferreira200776@gmail.com 

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Em memória de:
Hugo Carvana (Cineasta e ator)  e Manoel de Barros (poeta e escritor).


FERREIRA GULLAR ENTRA PARA A ABL:

                “O poeta e escritor maranhense Ferreira Gullar, de 84 anos, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras para ocupar a cadeira 37 (fundada pelo Silva Ramos, que deu importante contribuição na valorização da Língua Portuguesa), além de ter sido ocupada por dentre outros, João Cabral de Melo Neto, Ivan Junqueira, grandes amigos do poeta.
                (...) Como o senhor se sente com essa conquista?
                Sinto - me muito bem, sobretudo pelo reconhecimento. Eu não imaginava que a Academia fosse tão popular. Até nas ruas, as pessoas estão cumprimentado - me.“ Ferreira Gullar in: Jornal Metro – Caderno 2 Cultura –Rio, 13/10/2014.


ESTANTE: “PASTORAL DA JUVENTUDE – ontem, hoje e sempre” – Reflexões de Carlos Frederico, SP: Editora Polo Printer, 2014.

APRESENTAÇÃO:
                Trago nesta coletânea, uma série de reflexões e ainda a vivência por oito anos (1982 a 1990) na Pastoral da Juventude, na Igreja Matriz Nossa Senhora de Guadalupe, ligada ‘a Ordem Mercedária. Base litúrgica que ajuda – me na Ordem Franciscana Secular que segue a Cristo através do Evangelho e dos ensinamentos de Francisco de Assis.  Essa obra reflete as fases vividas pela juventude em Guadalupe e Deodoro (localizadas na área suburbana, na Zona Norte carioca). Possui como lema a luta pelos oprimidos e a vivência de Cristo no mercado de trabalho. As dificuldades encontradas, a vinda do Movimento Treinamento de Jovens Cristão (TLC) nos anos 80 que hoje se configura no Movimento Carismático espalhado em todo o Brasil. A mudança do Vicariato Oeste para o Vicariato Suburbano, atendendo melhor ao deslocamento dos Bispos e Padres no auxílio ‘as comunidades no decorrer de cada Ano Litúrgico com a graça de Deus. O livro é fruto de sete  anos de pesquisa (2007 a 2014). Espero que seja proveitoso para todos aqueles que desejam refletir a respeito dos passos da juventude, tendo a fé na Santíssima Trindade como a base de suas vidas. Solicito as bênçãos de Nossa Senhora de Guadalupe para cada leitor
(ra). Que a paz esteja em todos os corações. Paz e Bem.  Carlos Frederico Ferreira da Silva. profrederico
@hotmnail.com 
                



OS ÍDOLOS

Os ídolos de ontem envelheceram
Tentaram mais uma vez
Antes levantavam os nossos sonhos
Agora levantam saudades
Mas ídolos devem permanecer
Vivos e jovens
Em nossos corações,
Com usa arte
Vivos em nossas almas,
Ouvidos com atenção
E quando sonhamos
Ficam mais jovens que nunca.
Arthur Filho – RS.

Na tarde gelada,
Silêncio se faz amigo
- Chá de camomila.
Humberto Del Maestro – ES.



NEI LOPES – COMPOSITOR E ESCRITOR.
Conte-nos um pouco do seu livro “Rio Negro 50”
                O livro ainda está no prelo, com lançamento previsto, pela Editora Record, para 2015. (...) Foi o tempo do Teatro Experimental do Negro e da companhia de danças étnicas “Brasiliana”, de fama internacional; da fundação do Renascença Clube, uma associação recreativa da classe média negra; da revolução estética negrista da escola de samba Académicos do Salgueiro, que inclusive se exibiu em Havana, a convite do governo revolucionário de Fidel Castro; da Copa do Mundo de 1950 (cujo final, trágico, em que se culparam os negros pelo fracasso, deflagra a linha principal do romance); do surgimento de Pelé; da peça teatral Orfeu da Conceição que gerou o filme Orfeu Negro; dos luxuosos espetáculos musicais do produtor Carlos Machado, nos quais o samba tinha papel importante. A década foi também a do suicídio do presidente Getúlio Vargas, após um crime que teve como mandante o chefe de sua segurança, conhecido como o “Anjo Negro”; foi também a do planejamento do, então, maior assalto da História brasileira, o do “Trem Pagador” tendo como mentor e executor o famigerado Tião Medonho, um bandido negro. A década foi, ainda, tempo de forte repressão ao candomblé, que ameaçava, pelo prestígio conquistado entre a intelectualidade; e do início da cooptação da umbanda, pelo branqueamento. Foi muita coisa! E está tudo lá no romance.


O “PIF- PAF” QUE CRUZOU O OCEANO

                “(...) Censurado pela ditadura brasileira, Millor destina o seu humor satírico, subversivo, marialva e negro com regularidade semanal, durante dez anos, no jornal português de maior circulação, e em plena ditadura salazarista (...).” Kathellen Gomes in: Jornal O Globo – Caderno Prosa e Verso –Rio, 26-07-2014.
CAPOEIRA VIRA PARIMÔNIO IMATERIAL      
A presidenta do IPHAN, Jurema Machado, explicou na UNESCO que um bem com esse status tem mais respaldo para receber recursos públicos e apoio para a preservação e transmissão do conhecimento. Jornal Destak Rio, 27- 11-2014.


UM CÃO E O SEU PELO

No aquário em chafariz da praça
há um cão que pousa o focinho
na pedra perto da água. O rosto

sobre a fibra encarnada dos peixes:
Narciso sem ninfa que o enfeite.
As manchas do pelo também são
peixes. Peixes na selva do corpo

não nadam, não abrem a boca,
não gritam, quando uma parte
do dorso explode em cansaço.

Os peixes na pele robusta do cão
são braços inalcançáveis, sombras
da liberdade, que brilham mal
chega a noite nas ondas frias do lago.
Sérgio Nazar David – RJ.

Movimento Literário ABRACE - Roberto Bianchi –Montevidéo- Uruguai. www.abracecultura.com





EXPOSTO À AGONIA

Você passa e me ignora,
Caminha contínua
Como se fora ao léu
E eu fico a indagar-me
Sem saber se hei de ter,
Como vai ser.
Você passa e me olha
De banda, de rabo e eu fico assim...
Sem saber se esses olhos
São os seus ou se é só
Impressão dos meus.
Você passa emudecida,
De fronte erguida,
Decidida a ignorar-me
E eu fico assim...
Sem saber se é orgulho
Ou se são coisas do pudico.
Você passa e sorri eu fico assim...
Sem saber se esse sorriso
Fo pra mim.
Você demora e não passa,
A noite me ignora e cai
E eu fico assim...
Exposto à agonia.
Manoel Menezes Vieira in: “Meu Ego e o Desatino”- Força do Poeta Independente, RJ:  1985.


MÔNICA (esposa do autor)

Há em algum lugar
Quem sabe talvez num conto (Fred),
uma lenda, um nome santo (Deus)
capaz de explicar nem muito e nem tanto,
o lado mágico do nosso amor.
Algo parecido com o ar, o cristalino que devora,
que ora azul ora verde em alguns instantes.
Sentir a tua respiração no momento maior
é tal qual a razão, (o sofrer) que só a fé explica.
No corpo desnudo a beleza afronta                                          e se faz criança,
a mulher com gosto de pêra que fiz questão de provar e amar...”
Antônio Cardoso dos Santos IN: “Lírica Amizade” – livro em Co - autoria com: Carlos Frederico e Marco Aurélio Lima – RS: Editora Opção 2, 2013.

CITAÇÃO:
“Carlos Frederico desde os anos 80 escreve bem e neste livro ”Lírica  Amizade” surpreendeu-me ao publicar textos que eu não recordava ter escrito e ainda incluiu o Marco Aurélio e assim retomamos a Tríade Moderna (1997 e 2013). Grato pela divulgação do nosso livro! A  capa do seu livro “O Lapidar de Sonhos” é um sonho! Parabéns poeta!“ Antônio Cardoso dos Santos. Rio, 2014. 




CRÔNICA:
A MENTE, NOSSO UNIVERSO SEM FIM
               
                Cada um de nós possui um universo em sua mente, já que temos diferentes modos de pensar e os limites de aprendizagem são sempre ultrapassados e o nível de invenções é cada vez mais ampliado. Desta forma, o ser humano realizou diversas invenções, tais como: radar, sonar, telégrafo, telex, televisão, rádio, cinema e até mesmo o computador (algo que atua mais veloz do que a mente que o criou).
                O ser humano deve ser cuidadoso para que seus inventos não sejam utilizados para a morte (curiosamente é durante a guerra que surgem diversos inventos bélicos) e sim utilizar para o benefício da humanidade. Sendo assim, prefiro classificar a nossa mente como um universo sem fim, no qual o tempo encarrega-se de renovar as ideias e novas descobertas surgem.
Carlos Frederico in: “O Lapidar de Sonhos” – SP: Editora Scortecci, 2014.

Nota: Este texto foi composto em 1979 quando então o Processamento de Dados (atual Informática) era uma novidade no Brasil.





O IRMÃO DO CHICO

                “(...) A história de Sérgio Gunther, primogênito do historiador Sérgio Buarque de Hollanda é o que motiva o novo romance de Chico Buarque, “O irmão alemão”  que está sendo lançado pela Companhia das Letras. O livro é uma autoficção, em que Chico mistura imaginação com histórias recém – descobertas acerca do Gunther, curiosamente ele próprio cantor, com discos gravados e participação e programas de TV da antiga Alemanha Oriental.  (...) Chico lança assim o seu quinto livro pela editora: “Estorvo” (1991), “Benjamim” (1995), “Budapeste” (2003) e “Leite Derramado” (2009). (...) Chico sabia que  seu pai tinha um filho em Berlim, em 1930, nascido após Sérgio Buarque voltar de uma temporada na Alemanha. A mãe, Anne Ernst, chegou a escrever para o Brasil informando sobre o bebê, a quem batizara de Sérgio. Ele foi o primeiro filho do historiador, gestado antes de seu casamento, em 1936, com Maria Amélia, a mãe de seus outros sete filhos. (...) Apenas em 1934, uma nova carta foi enviada para a casa do historiador (...) A mensagem dizia que o pequeno Sérgio se encontra sob cuidados dos Gunther, um casal que estaria disposto a adotá-lo. (...) Sérgio foi rebatizado como Horst Gunther. (...) Aos 22 anos ele toou conhecimento da identidade de seus pais e reassumiu o nome original: Sérgio Gunther. Iniciou carreira artística no fim da década de 1950,na TV estatal (...) e gravou discos (...).” André Miranda in: Jornal O Globo, Segundo Caderno. Rio, 15/11/2014.



Jornais Recebidos: Cotiporã Cultural (RS) e De Cara com a Poesia (PE).

EXPEDIENTE: Boletim Livros & Músicas. Contextuais Publicações e Semente Musical– RJ. Digitação e Idealização: Carlos Frederico.
Envie textos para: ferreira200776@gmail.com 





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