sábado, 3 de outubro de 2015

 Boletim Livros & Músicas - Ano XIX - Nº 144 - agosto a setembro de 2015.



EDITORIAL:
                O Boletim Livros & Músicas desta feita, traz novidades provindas da Bienal Internacional do Livro 2015, além de intercâmbios culturais dos mais variados. A Prosa, a poética e a música estão presentes no decorrer das páginas e assim o Circuito Alternativo também foi contemplado, bem como o encontro com as Associações de Escritores espalhadas em nosso país. Boa leitura para todos. Paz e Bem. Carlos Frederico Ferreira da Silva.  (Especialização em Literatura Brasileira e Literatura Portuguesa (UERJ) e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (UFRJ) e ex-integrante do Grupo Experiências Musicais). Membro da Escbrás (Associação de Escritores Brasileiros – Contagem –MG).
ferreira200776@gmail.com 




LAMPEJOS DE INSPIRAÇÃO:

“ (...) Gil é regido pela inspiração. Muitas de suas músicas vem desse lampejo, dessa iluminação que pode chegar de diversas formas. Para ele, a grande questão na composição é a oportunidade para o encaixe (...) :
                “Varia muito. Se a música quer se meter com a palavra ou se a palavra fica quieta ali e vem sozinha depois. Deixo decantar. As letras, muitas vezes, ficam ali esperando. A gente não considera poema, mas letra de música porque o impulso para escrever nasce de um músico, de alguém que quer cantar aquilo. É a palavra cantada. Caetano insisti muito nisso, Chico também. Letra de música é Letra de música. Explica Gilberto Gil.” Gilberto bem perto- Gilberto bem perto – Gilberto Gil e Regina Zappa (Org.) – RJ: Editora Nova Fronteira, 2013. 



CANÇÃO DE NINAR ESTÁTUAS (fragmento):

                “(...) A estátua olhava-o afetuosa e profundissimamente humana e seus olhos eram dois abismos azulíssimos dentro daquela face metálica, e ele sentiu – se envolver por uma calma tão grande, tão abstratamente absurda e boa como a canção de ninar de sua avó....” Luiz Gilberto de Barros – Luiz Poeta in: Canção de ninar estátuas – Contos e Crônicas – BA: Mondrongo Editora, 2014.



POEMAS DE HUMBERTO DEL MAESTRO – ES:

PEREGRINO

Quanto mais pretendemos entender a vida
Mais traiçoeira e misteriosa ela se revela,
Porque se transforma, porque dispõe de mil faces.
Mas temos que encará-la de qualquer modo
Pois nela estamos e somos (seus) peregrinos,
Fiéis e vassalos.


VIVÊNCIA

Vive cada momento como se fosse constante,
Belo e contagiante; como se fosse perene.
E se morreres amanhã, bem cedo, não te perturbes,
Porque além de teres dado o teu recado correto
Inspirar – te outros a proceder de forma igual,
Vivendo uma fantasia natural e bela,
Cujo o conteúdo nos leva, principalmente,
A esquecer os lamentos da morte.


CONCLUSÃO

Não há mais esperanças para os moinhos de vento,
As marias – fumaça e os sonhos de ontem.
É necessário seguir em frente, fronte erguida,
Com o desejo de acertar e vencer.
Quem volver a cabeça, mesmo por instantes,
Tropeçará nos degraus do futuro
E retardará a sua ascenção.
Humberto Del Maestro in: Poemas Sombrios (e outros nem tanto) – Sonetos – ES: Editora Grafitusa, 2011.



TERRA NASCIDA

O suor destaca o teu brilho,
glorifica a epiderme afã,
Suplica o lírico dos teus olhos,
comovente lua chora pela irmã.
Contemporâneos do progresso,
repousa em teus ombros o sucesso.
O Quilombo da tua fuga,
é anteposto ao que surja,
ainda que no teu vigor, calor, sabor, odor,
venham a encantar a raça,
lá estarás com surpreendente graça,
desfilando o querer da vinda.
Na dor da despedida, oh! África!
na saudade da terra nascida,
nos braços da mãe querida,
flutua o aroma do teu mel
que invade de beleza esse imenso céu,
em escrita simples num papel.

Carlos Frederico in: Elo Poético, SP: Editora das Grandes Ideias, 1989 e no CD Duas Águas – Carlos Frederico – Semente Musical – RJ, 2001


Quando as mulheres no viço,
se pegam por um só homem,
ou tiram proveito disso,
ou simplesmente se comem.
Arlindo Nóbrega - São Paulo
E-mail: literarte_sp@ig.com.br

II
TIEMPO
Luis Alberto Calderón - Peru
La vida
tiró
su reloj
en el camino.
un mar
se desplaya
hacia el horizonte
con su cruz
de humo.
Urb. Espiritu Santo
Calle Itália – 298
Tacna – Perú

ESTRANHO COMPROMISSO (trecho):

“(...) A sua companhia jamais chegava e ele ficava da tarde até a noite. Ele não faltava, nem o sol nem a chuva o faziam faltar a esse compromisso.
            Costumava olhar pensativo para a rua da direita e depois ficava outro longo tempo olhando para a rua da esquerda, até completar o seu tempo olhando para as quatro ruas que ficavam próximas da praça. Por vezes, uma mocinha surgia e ele ficava contente, mas logo se desiludia, pois não era ela (...).” Carlos Frederico in: O Lapidar de Sonhos – Contos, Minicontos, Crônicas e Poemas – SP: Scortecci Editora, 2014.  



REVELAÇÃO NA POESIA:
MATEUS RODRIGUES DA SILVA

BEIJO

Beijo, mistura de almas
Beijo, mistura de emoções
Que alimentam as batidas dos corações
Beijo de um casal apaixonado
Gosto além do certo e do errado
Beijo, que gera o sorriso
E dá a estranha impressão
Que você visitou o paraíso
Beijo que ninguém nunca esquece
E que leva a cor do mundo
Quando desaparece.


UM PONTO DE LUZ

Ponto de luz inalcançável
Estrela oculta no espaço
Perfeição aperfeiçoada
Beleza personificada
Linda, gentil, delicada
Com tanta mente privilegiada
Deusa grega nunca estudada
Sorriso belo, tenro e amável
Mas ainda é um ponto de luz inalcançável.
Mateus Rodrigues da Silva in: Assim queria as minhas poesias e outras poesias – RJ,  2015. 


PEQUENINA

Pequenina, uma abelha que voa, ao seu redor
Talvez, uma monarca, com uma aparência efêmera...
Voa em redor do seu jeito, como voa no seu trejeito
Menina? Trejeito incomparável de ser, me desafia;
Gigante n’alma, gigante no querer, se te quero distância
Oh! Mulher que faz esse furacão de sentimentos, paixão
Lua, por que esconde um pedaço do calor que o sol te deu?
Quando chega, se despede, nem pede um raio do seu amor;
Pequenina, feminina, lutadora, tigresa, mulher, joaninha de ser
Quem é que “incomoda” quando se aproxima de alguém,
Não em forma negativa, porém, subjetiva no trejeito de  alegar-me;
Eu desejo ser uma peça principal, no pátio da vida, minha lida;
Deixa-me, ser um pouco esse coadjuvante da sua história
Afrouxa esse cabo de guerra que tenta nos separar, pequenina
Minha monarca que voa ao seu destino, um coração lacrimeja oculto.
Marco Aurélio Lima – Facebook- Minhas Coletâneas Poéticas – / aureliopassos_64@hotmail.com

 
Jornais Recebidos: Cotiporã Cultural (RS), Literarte (SP), Revista Blimunda (Portugal), Jornal do Sábio (PE), Correio da Palavra (RS),  Voz da Poesia (SP), Mundo Lusíada (SP), Jornal do Brás (SP) e As Academias (ES).

EXPEDIENTE: Boletim Livros & Músicas. Contextuais Publicações e Semente Musical– RJ. Digitação e Idealização: Carlos Frederico. Envie textos para: carfredsil@bol.com,br   



Nenhum comentário:

Postar um comentário